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Sobre o mais recente comercial da Microsoft que ataca a estética e o poder computacional do Mac

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Dando continuidade a campanha publicitária que busca promover PCs genéricos executando Windows como soluções mais atraentes que o Mac, a Microsoft confronta estética versus especificações em um novo comercial sugerindo que a vantagem do PC não está apenas no preço mais baixo como o comercial anterior tenta ressaltar. No entanto o resultado final parece não ser exatamente o que a Microsoft planejava.

Depois de Lauren, dessa vez o personagem é Giampaolo, alguém que afirma estar em busca de portabilidade, autonomia de bateria e velocidade de processamento. “Eu sou um usuário experiente”, ele diz, “e sei exatamente o que quero. Eu quero um computador que me permita customizá-lo.” Ele aparece fazendo compras na Fry Eletronics onde segura um MacBook unibody e diz, “Ele tão sexy!”

Giampaolo explica porque não o comprará dizendo: “Macs para mim são pura estética, mais do que poder de processamento. Eu não quero pagar pela marca, eu quero pagar pelo computador.”

Mas é claro que quem está pagando pelo computador de Giampaolo é a Microsoft e Steve Ballmer não está nem um pouco interessado em promover um MacBook. Então, Giampaolo com um orçamento de $1500 acaba comprando um HP Pavilion HDX 16t, e se refere a ele dizendo que é tudo aquilo que ele precisa.

O computador é enorme

No website da HP, esse modelo começa com um preço de $1000. Na Fry, o vendedor informa que o valor para a configuração típica desse equipamento é de $1100, no entanto a configuração recomendada pela própria HP para esse modelo fica em torno de $1400, ainda dentro do orçamento de Giampaolo. Mas trata-se de uma escolha pouco usual para alguém em busca de portabilidade, o modelo tem uma tela de 16″ widescreen e pesa em torno de 3,3Kg, apenas o computador. Aproximadamente o dobro do “sexy” MacBaook que “é pura estética”.

O HP certamente não “é pura estética” pois o corpo de plástico barato do Pavilion HDX 16t é quase 4,5cm mais grosso e muito mais volumoso que o MacBook. O equipamento é enorme mas a tela de 16″ do equipamento exibe uma resolução de miseráveis 1366×768 pixels. Giampaolo poderia fazer um upgrade opcional para 1920×1080 mas isto o deixaria acima da faixa de $1500 do seu orçamento artifical, mesmo considerando um desconto de $200 oferecido pela HP.

Uma autonomia de bateria não exatamente boa

“Qual equipamento teria a melhor autonomia de bateria e ainda assim seria capaz de estar de acordo com as minhas necessidades?” – Giampaolo pergunta enquanto faz a compra. Certamente não o modelo que ele escolheu.

A HP informa que a bateria que acompanha o equipamento possui autonomia de até 3 horas, porém de acordo com opiniões no site da fabricante o equipamento em questão não atinge 2h. O que está longe de ser o adequado para esta categoria de equipamento. A HP tambem oferece uma expansão da bateria por $150, capaz de dobrar a autonomia mas ela precisa ser adaptada na traseira do notebook, imagine isso para um equipamento que por si já é bastante volumoso. O “sexy” MacBook possui uma autonomia de 5h com apenas uma bateria.

Trata-se de um forte concorrente

Em termos de potência, a terceira da lista de prioridades de Giampaolo, em sua “configuração recomendada” o HP Pavilion HDX 16t, que ele aparentemente adquiriu, é entregue com um processador Core 2 Duo P7450 de 2.13 Ghz com 4GB de RAM PC2-5300. Trata-se de uma arquitetura de memória mais lenta que aquela oferecida pela Apple desde 2006 para o MacBook.

O MacBook mais recente, o mesmo que Giampaolo afirmou tratar-se de “pura estética” vem equipado com um Core 2 Duo P7350 ou P8600 com RAM PC3-8500 DDR3, oferecendo taxas de transferência até duas vezes mais rápidas que a máquina HP escolhida por ele.

E isso tudo considerando as afirmações de que Macs “são pura estética, mais do que poder de processamento”, e que Giampaolo é “um usuário experiente”.

Felizmente Giampaolo tem conhecimento suficiente para decidir fazer um upgrade para a versão de 64 bits do Windows Vista que acompanha o equipamento (ou um downgrade para o Windows XP de 64 bits), para poder utilizar os 4GB de RAM instalados uma vez que a versão padrão do Windows pode usar no máximo 3GB de RAM, uma limitação técnica que ele não enfrentaria com um MacBook.

Levando em consideração que apenas uma fração da base instalada de PCs executa versões de 64 bits do Windows (a Microsoft informa que menos de 6% dos usuários que chegam aos servidores de atualização do Windows estão executando a versão do Vista de 64 bits, segundo números de junho do ano passado), então devem existir realmente muitos “usuários experientes” com memória instalada em seus PCs que nem sequer será utilizada.

Mesmo sendo possível para Giampaolo aumentar a capacidade de memória instalada, ele não conseguirá atualizar seu novo PC para pentes DDR3 mais rápidos, justamente aqueles que equipam o MacBook. Isso tornaria o sistema mais rápido como um todo e permitiria tirar vantagem completa do barramento de 1066Mhz utilizado pela CPU instalada, que a HP decidiu desperdiçar reduzindo a arquitetura de memória para 533MHz por economia e disponibiliza um equipamento mais barato para compradores que não sabem o que realmente estão adquirindo e seguem comprando guiados apenas pela falsa percepção provocada por sonoros GBs e Mhz, em lugar de selecionar um computador que realmente faz aquilo que eles desejam.

Giampaolo foi ludibriado pelo marketing

E apesar da pouca grana economizada (ele poderia ter comprado um MacBook topo de linha adicionando apenas $100 do seu próprio dinheiro ao orçamento definido pela Microsoft), Giampaolo agora precisará sair em busca de software, onde ele seguramente gastará algumas centenas de dólares para conseguir alguma equivalência com a funcionalidade e usabilidade proporcionadada de graça pelo iLife e Mac OS X, que já são fornecidos pela Apple junto com o MacBook.

Giampaolo ainda precisará gastar algumas horas do seu dia para instalae e configurae anti-vírus e anti-malwares e mesmo ainda assim se preocupar com pragas digitais como o worm Conficker, para o qual a Microsoft estampa um alerta na página principal de seu website corporativo.

Porém o ponto mais estranho nesse comercial é que Giampaolo não obteve a portabilidde, a boa autonomia de bateria e a performance que ele queria. Apenas terminou com uma máquina de aparência barata cujas limitações técnicas são obscurecidas pela propaganda enganosa pseudo-orienta à especificações. Ou seja, o que ele mais buscava adquirindo este HP, comprar um computador e não a marca, não aconteceu. E não aconteceu porque é exatamente isso que a Microsoft espera que as pessoas façam: comprem a marca dela em lugar de comprar um computador que faça o que elas realmente desejam.

Tradução (livre) do post Microsoft's latest ad attacks Mac aesthetics, computing power - Apple Insider

Written by @antoniofonseca

segunda-feira, 6 abril, 2009 às 5:48 pm

Publicado em Mac, Microsoft, PC

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Uma resposta

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  1. Rsrsrs…Show de bola…

    Bokerão

    quarta-feira, 8 abril, 2009 at 1:08 pm


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