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Cuidado! Conheça a nossa longa jornada para conseguir acesso à rede 3G da Claro. (Parte 2)

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Dando continuidade ao relato da nossa “aventura” com o plano corporativo de acesso 3G da Claro. Agora virá a pior parte:

No dia 30/09 recebemos o “kit de acesso”. Quase que de imediato o meu aborrecimento com os sucessivos adiamentos para a entrega do material desapareceu.

Abro a embalagem e está tudo lá: a caixinha com o modem, cabos, CD de instalação e manual do usuário, além do SIM card Claro (me perdoem o trocadilho).

Realizo os procedimentos adequados de instalação e para minha surpresa não consigo conexão à rede. Tento uma segunda e uma terceira vez.

Repasso todos os procedimentos, verifico a qualidade do sinal e aparentemente está tudo 100% correto.

Decido então ligar para o telefone de atendimento da Claro (1052) e solicitar suporte. Após selecionar as opções adequadas na URA (Unidade de Resposta Audível) finalmente consigo contato com um atendente do suporte para a rede 3G.

Em conjunto repassamos mais uma vez todos os procedimentos (clássico suporte de primeiro nível) e após minunciosa análise chegamos a conclusão de que pode haver alguma coisa errada ou com meu equipamento (computador + sistema operacional) ou com o modem 3G. É aberto um protocolo de atendimento no sistema da Claro, que compromete-se a dar uma resposta a minha solicitação de suporte com alguma orientação a mais (suporte de segundo nível) em até 72h.

Decido que não vou esperar e me dirijo a única loja oficial da própria Claro em Belém, que fica localizada no Shopping Iguatemi (as demais são apenas franquias).

Ao chegar na loja solicito uma senha e aguardo pelo atendimento.

Durante o tempo em que permaneco na loja, aguardando para ser atendido, acompanho algumas situações pitorescas e uma particulamente hilária:

Chegam algumas pessoas informando estarem interessadas no Apple iPhone, o atendente informa que não há mais nenhuma unidade disponível para venda e elas vão embora.

Eu puxo conversa com o segurança da loja e ele me informa que ainda existem sim, são poucas e por isso estão guardadas para o caso de ser necessário substituir algum aparelho já vendido e que apresente defeito.

No entanto passados mais alguns minutos chegam outras pessoas interessadas (3 pessoas para ser preciso), simplesmente informam que fizeram reserva para o aparelho e sem qualquer verificação aparente são atendidas e saem da loja provavelmente com o seu sonho de consumo da vez.

Porém o acontecimento mais pitoresco que presencio é uma conversa entre uma senhora na faixa dos seus trinta e poucos anos e um senhor idoso (uma pessoa simples, dá para notar) que estava sentando em uma das poltronas da loja aguardando enquanto sua filha era atendida. O senhor foi quem tomou a iniciativa de iniciar a conversa, com um casual:

– Qualquer dia desses só haverá telefone sem fio, você não acha?

A moça responde, sem muita certeza:

– Acho que sim.

Ele emenda:

– É melhor sem fio, porque não tem o fio para atrapalhar.

Ela concorda.

Ele ao observar que algumas pessoas estão saindo da loja com os modens 3G, dispara”

– E aquilo? O que é?

A moça responde:

– É um modem.

E ele:

– Para que serve?

Ela:

– Para acessar a Internet!

Ele:

– O que é Internet?

Imediatamente o ritmo rápido e casual da conversa é interrompido e ela olha para ele com um ar incredulidade:

– O senhor não sabe o que é Internet?

Ele sem esboçar nenhum constrangimento e com toda a naturalidade do mundo responde com um simples:

– O que é Internet?

Agora a sua interlocutora assume uma expressão de espanto ainda maior e gasta algum tempo pensando no que responder. Ela se sai o seguinte:

– Ora, é a rede mundial de computadores!

Depois ela finge interesse em outro ponto da loja certamente para encerrar aquela conversa o mais rápido possível.

Confesso que acompanhar esse diálogo serviu para me fazer relaxar e certamente me ajudou a passar o tempo.

Chamam o meu nome. Me dirijo ao balcão de atendimento. Explico a situação e para minha surpresa a funcionária da loja me diz calmamente que não há nada que ela possa fazer.

Penso que não compreendi direito o que ela está me dizendo e novamente explico a situação. Ela confirma que não há nada que ela possa fazer e explica que só poderia me atender se meu plano fosse pessoa física.

Peço a ela que pelo menos o modem seja testado. Um outro atendente se aproxima e solicita que façamos primeiro um teste no meu computador. Realizamos todos os testes que eu já havia feito anteriormente por conta própria e com o auxílio do atendende da Claro por telefone. Novamente sem qualquer sucesso.

Então ela pega o modem e o conecta a um PC da loja que já estava acessando a Internet através da rede 3G. Ela realiza alguns testes e vaticina: o problema realmente está no seu modem – antes ela já havia verificado a condição da minha “linha” junto a Claro (através de teste no SIM Card).

Pergunto a ela o que devo fazer então? Ele não sabe o que dizer!

Tomo a iniciativa de ligar para consultora de vendas na frente da funcionária da loja e ela, a consultora, me orienta a ligar novamente para a Claro (1052) e informar tudo o que está acontecendo, onde estou, etc e tal.

É o que faço.

Uma atendende do outro lado da linha tenta me convencer de que eu deveria procurar uma assistência ténica do fabricante do modem. Nesse momento quase esqueço que sou uma pessoa civilizada, sou forçado a para tudo o que estou fazendo por uns poucos segundos, respiro fundo e informo calmamente que não sou nenhum palhaço, que não estou pendido favores a ela ou a Claro e que somente sairei da loja com essa situação absurda devidamente resolvida.

Ela me pede para aguardar pois precisa consultar alguém, retorna e me informa que vai abrir uma solicitação para substituição do aparelho.

Informa ainda que acionará a “logística” e que estarei com um equipamento novo em um prazo máximo de 72h – supeito que já ouvi isso antes.

Hoje são 07/10, portanto já se passaram 168h desde que ela acionou a logística e até o momento nada aconteceu…

Agora eu começo a acreditar que a Claro está realmente me tratando como um palhaço.

(continua)

Written by @antoniofonseca

terça-feira, 7 outubro, 2008 às 7:25 pm

Publicado em Info, Opinião

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7 Respostas

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  1. Algumas empresas de telefonia(senão todas!) realmente pensam que somos palhaços mesmo. Afinal, muitas delas sabem que procurar a justiça e direitos do consumidor no Brasil demanda mais esforço do que passar por esses constrangimentos, e se aproveitam disso.

    Olavo

    quarta-feira, 8 outubro, 2008 at 5:08 am

  2. Você tem toda razão Olavo!

    ASF

    quarta-feira, 8 outubro, 2008 at 10:26 am

  3. Olha! Vamos combinar.
    A gente faz uma “joint venture”, monta uma empresa, e vamos os dois lá na loja da Claro, e compramos como pessoas físicas os modens que forem necessários para atender as empresas que prestaremos serviço e revendemos.
    Talvez assim, o suporte funcione.
    Que palhaçada!

    Abs

    Flanar

    quarta-feira, 8 outubro, 2008 at 5:30 pm

  4. Eh meu camarada, operadora no Brasil ‘e isso mesmo: Um bando de sem-vergonhas que desrespeitam e constramgem o consumidor das formas mais absurdas possiveis. Digo isso por experiencia propria. Ja passei por vários tipos de constrangimento nas mãos de operadoras: Serviços de péssima qualidade – destacando os de atendimento ao cliente, excesso de burocracia jogada no nosso peito, péssimo sinal, são tantos que perderia meu tempo aki falando de todos.

    Ja disse a vc que gosto muito de celulares, mas as malditas operadoras me desmotivam a ter um parelho de qualidade e curti-lo ao máximo, patetico.

    “…respiro fundo e informo calmamente que não sou nenhum palhaço, que não estou pendido favores a ela ou a Claro e que somente sairei da loja com essa situação absurda devidamente resolvida.” – Sei o que e isso meu caro, SIMPLESMENTE LAMENTÁVEL E CONSTRANGEDOR!

    Daniel Leal

    sexta-feira, 10 outubro, 2008 at 1:12 am

  5. Amigos, não tem jeito. Tá tudo dominado. Com a Vivo é a mesma, se serve de consolo. Mas eu descobrir uma forma de, pelo menos, arranjar sofredores solidários. Faço o seguinte: Entro, perto do final do expediente, na loja da Vivo perto do Iguatemi e de lá de dentro ligo pro serviço de atendimento. Pronto, tá feito, o expediente termina e fica um bocado de gente da loja esperando meu atendimento só pra fechar a loja que ocorre com, no mínimo, uma hora de atraso. hehehehe

    Romildo Minoti

    sexta-feira, 10 outubro, 2008 at 8:58 pm

  6. Sensacional Romildo, excelente dica!

    ASF

    sábado, 11 outubro, 2008 at 9:45 am

  7. Tenho um amigo que passou alguns problemas com empresas de telecomunicações, mas ele foi ao Procon e sem descanso conseguiu seu problema solucionado, inclusive ganhou descontos nos serviços já pagos devido ao mal cumprimento!

    Mas faço ressaltar que ele não descansa enquanto não recebe o produto/serviço pelo qual paga. Literalmente ele faz o inferninho na empresa!

    João Leme

    sábado, 18 outubro, 2008 at 2:35 pm


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