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Um lampejo de lucidez vindo do Google
“Não teremos mais Windows. É uma medida de segurança”, disse uma das fontes. “Muitas pessoas vêm sendo movidas de PCs [com Windows], a maioria para o Mac OS, depois dos ataques na China.” Novos contratados agora recebem a opção de usar um computador da Apple ou um PC com Linux; a autorização para usar uma máquina com Windows deve vir de alguém com patente bem alta na companhia.”
– supostamente atribuído a funcionários do Google que não quiseram se identificar (fonte: Financial Times)
Se for verdade, e é bem provavel que seja, trata-se um lampejo de lucidez.
Mas de forma silenciosa essa mudança já está ocorrendo em toda parte, principalmente no que diz respeito a adoção de Macs. Basta ficar atento para o crescente número de imagens de pessoas usando os computadores da Apple que são exibidas diariamente na mídia.
No caso do Linux essa mudança já ocorreu de forma profunda nos datacenters (servidores) com a migração em massa de Windows para Linux, especialmente onde a segurança é um fator crítico para a continuidade dos negócios.
Agora só falta o desktop, uma vez que na plataforma emergente dos smartphones o Linux já ocupa a segunda posição (justamente com o software do Google, o Android) atrás apenas do BlackBerry da RIM. Superando recentemente, com uma pequena margem de vantagem, inclusive o iPhone da Apple.
Leia mais sobre isso no post do MacMagazine.
A década de Steve Jobs
Steve Jobs é um raríssimo caso de empreendedor que foi capaz de redefinir os rumos não apenas de uma, mas de quatro indústrias distintas (música, filmes, telefonia móvel e computadores). E diferente da história de outros grandes nomes do mundo dos negócios, no caso de Steve, não estamos falando só de indústrias criadas por ele. O que torna o feito ainda mais espetacular.
É por essas realizações sem precedentes que o CEO da Apple, Inc. acaba de receber da revista Fortune o título de CEO da Década.
Microsoft libera material de apoio ao Windows 7 atacando Linux e Mac
Como parte da preparação para o lançamento do Windows 7 a Microsoft criou uma linha de treinamentos para revendas (nos EU) chamada ExpertZone. O material contém orientações aos vendedores sobre como dissuadir vendas de PCs com Linux e Mac, além de “fatos” para serem utilizados como argumento de vendas de PCs com Windows acompanhados de planos de serviços mais dispendiosos.
Microsoft unleashes retail talking points attacking Linux, Macs (Apple Insider)
Sensacional
Referência: Blog.MacMagazine
Sobre o trojan na versão pirata do iWork
Dica de leitura:
“In other news, sales of Symantec’s Norton AntiVirus shot up following the release of the security bulletin and subsequent frenzy of coverage. Actually, this is not true (at least to this humble blogger’s knowledge); but it does pose an interesting question. Who profits most from the release of malware on any platform? One thing we know for sure, though, is that the end-user is definitely losing out in this game.
(…) moral of this story: stop all the downloading! Thanks G.I. Joe! In all seriousness, though, the majority of malware on the Mac (and on the PC) is distributed through nefarious chains of content acquisition. Be careful out there when clicking links and downloading files or programs from sites that you may not trust.”
Quem comprou, comprou, quem não comprou…
Já não é segredo para ninguém (bem, pelo menos não deveria ser) que os computadores produzidos pela Apple Inc. são verdadeiras máquinas do prazer. O que eu quero dizer com isso é que a satisfação de um usuário de Mac ultrapassa com folgada vantagem aquela experimenta pelo usuário de PC, utilizando qualquer sistema operacional (quem não acredita nisso é porque simplesmente ainda não experimentou um Mac).
Mesmo para fãs declarados do software open source, de sistemas como GNU/Linux ou BSDs (e eu me encaixo nessa descrição), o Mac consegue trazer aquele algo mais para o uso cotidiano do computador. Boa parte dessa mágica deve-se ao sensacional sistema operacional Mac OS X (que ainda por cima é um UNIX puro sangue).
Graças a essa percepção (correspondida na prática) os equipamentos produzidos em Cupertino (sede da Apple) vêm ganhando cada vez mais mercado nos últimos 5 anos, inclusive aqui no Brasil.
Acontece que a festa para nós, brazucas, parece estar com os dias contados. Bem, pelo menos é o que indicam os novos preços para seus equipamentos anunciados recetemente pela Apple Brasil. Quando comparados com os preços que vinham sendo praticados desde 2007, equipamentos das mesma linha ou família apresentam aumentos que chegam à quase 100%.
Parece a máxima agora é: Quem comprou, comprou. Quem não comprou…
Trata-se de uma péssima notícia nesses tempos de falência completa do sistema da Microsoft. Resta torcer para o amadurecimento do Linux e sua maior adoção por parte dos fabricantes de equipamentos, algo ainda deveras complicado (talvez nem tanto, visto que até mesmo o abilolado do John Dvorak está migrando para Ubuntu!)
PS: Mais sobre a conversão do Dvorak ao Linux, em substituição ao Windows, na coluna do maluco na revista INFO desse mês.
“Laptop hunters”, uma releitura
Parodiando a linha de comercias anti-Mac da Microsoft.
Leia também:
- E saiu o terceiro comercial anti-Mac patrocinado pela Microsoft
- Sobre o mais recente comercial da Microsoft que ataca a estética e o poder computacional do Mac
Sobre o mais recente comercial da Microsoft que ataca a estética e o poder computacional do Mac
Dando continuidade a campanha publicitária que busca promover PCs genéricos executando Windows como soluções mais atraentes que o Mac, a Microsoft confronta estética versus especificações em um novo comercial sugerindo que a vantagem do PC não está apenas no preço mais baixo como o comercial anterior tenta ressaltar. No entanto o resultado final parece não ser exatamente o que a Microsoft planejava.
Depois de Lauren, dessa vez o personagem é Giampaolo, alguém que afirma estar em busca de portabilidade, autonomia de bateria e velocidade de processamento. “Eu sou um usuário experiente”, ele diz, “e sei exatamente o que quero. Eu quero um computador que me permita customizá-lo.” Ele aparece fazendo compras na Fry Eletronics onde segura um MacBook unibody e diz, “Ele tão sexy!”
Giampaolo explica porque não o comprará dizendo: “Macs para mim são pura estética, mais do que poder de processamento. Eu não quero pagar pela marca, eu quero pagar pelo computador.”
Mas é claro que quem está pagando pelo computador de Giampaolo é a Microsoft e Steve Ballmer não está nem um pouco interessado em promover um MacBook. Então, Giampaolo com um orçamento de $1500 acaba comprando um HP Pavilion HDX 16t, e se refere a ele dizendo que é tudo aquilo que ele precisa.
O computador é enorme
No website da HP, esse modelo começa com um preço de $1000. Na Fry, o vendedor informa que o valor para a configuração típica desse equipamento é de $1100, no entanto a configuração recomendada pela própria HP para esse modelo fica em torno de $1400, ainda dentro do orçamento de Giampaolo. Mas trata-se de uma escolha pouco usual para alguém em busca de portabilidade, o modelo tem uma tela de 16″ widescreen e pesa em torno de 3,3Kg, apenas o computador. Aproximadamente o dobro do “sexy” MacBaook que “é pura estética”.
O HP certamente não “é pura estética” pois o corpo de plástico barato do Pavilion HDX 16t é quase 4,5cm mais grosso e muito mais volumoso que o MacBook. O equipamento é enorme mas a tela de 16″ do equipamento exibe uma resolução de miseráveis 1366×768 pixels. Giampaolo poderia fazer um upgrade opcional para 1920×1080 mas isto o deixaria acima da faixa de $1500 do seu orçamento artifical, mesmo considerando um desconto de $200 oferecido pela HP.
Uma autonomia de bateria não exatamente boa
“Qual equipamento teria a melhor autonomia de bateria e ainda assim seria capaz de estar de acordo com as minhas necessidades?” – Giampaolo pergunta enquanto faz a compra. Certamente não o modelo que ele escolheu.
A HP informa que a bateria que acompanha o equipamento possui autonomia de até 3 horas, porém de acordo com opiniões no site da fabricante o equipamento em questão não atinge 2h. O que está longe de ser o adequado para esta categoria de equipamento. A HP tambem oferece uma expansão da bateria por $150, capaz de dobrar a autonomia mas ela precisa ser adaptada na traseira do notebook, imagine isso para um equipamento que por si já é bastante volumoso. O “sexy” MacBook possui uma autonomia de 5h com apenas uma bateria.
Trata-se de um forte concorrente
Em termos de potência, a terceira da lista de prioridades de Giampaolo, em sua “configuração recomendada” o HP Pavilion HDX 16t, que ele aparentemente adquiriu, é entregue com um processador Core 2 Duo P7450 de 2.13 Ghz com 4GB de RAM PC2-5300. Trata-se de uma arquitetura de memória mais lenta que aquela oferecida pela Apple desde 2006 para o MacBook.
O MacBook mais recente, o mesmo que Giampaolo afirmou tratar-se de “pura estética” vem equipado com um Core 2 Duo P7350 ou P8600 com RAM PC3-8500 DDR3, oferecendo taxas de transferência até duas vezes mais rápidas que a máquina HP escolhida por ele.
E isso tudo considerando as afirmações de que Macs “são pura estética, mais do que poder de processamento”, e que Giampaolo é “um usuário experiente”.
Felizmente Giampaolo tem conhecimento suficiente para decidir fazer um upgrade para a versão de 64 bits do Windows Vista que acompanha o equipamento (ou um downgrade para o Windows XP de 64 bits), para poder utilizar os 4GB de RAM instalados uma vez que a versão padrão do Windows pode usar no máximo 3GB de RAM, uma limitação técnica que ele não enfrentaria com um MacBook.
Levando em consideração que apenas uma fração da base instalada de PCs executa versões de 64 bits do Windows (a Microsoft informa que menos de 6% dos usuários que chegam aos servidores de atualização do Windows estão executando a versão do Vista de 64 bits, segundo números de junho do ano passado), então devem existir realmente muitos “usuários experientes” com memória instalada em seus PCs que nem sequer será utilizada.
Mesmo sendo possível para Giampaolo aumentar a capacidade de memória instalada, ele não conseguirá atualizar seu novo PC para pentes DDR3 mais rápidos, justamente aqueles que equipam o MacBook. Isso tornaria o sistema mais rápido como um todo e permitiria tirar vantagem completa do barramento de 1066Mhz utilizado pela CPU instalada, que a HP decidiu desperdiçar reduzindo a arquitetura de memória para 533MHz por economia e disponibiliza um equipamento mais barato para compradores que não sabem o que realmente estão adquirindo e seguem comprando guiados apenas pela falsa percepção provocada por sonoros GBs e Mhz, em lugar de selecionar um computador que realmente faz aquilo que eles desejam.
Giampaolo foi ludibriado pelo marketing
E apesar da pouca grana economizada (ele poderia ter comprado um MacBook topo de linha adicionando apenas $100 do seu próprio dinheiro ao orçamento definido pela Microsoft), Giampaolo agora precisará sair em busca de software, onde ele seguramente gastará algumas centenas de dólares para conseguir alguma equivalência com a funcionalidade e usabilidade proporcionadada de graça pelo iLife e Mac OS X, que já são fornecidos pela Apple junto com o MacBook.
Giampaolo ainda precisará gastar algumas horas do seu dia para instalae e configurae anti-vírus e anti-malwares e mesmo ainda assim se preocupar com pragas digitais como o worm Conficker, para o qual a Microsoft estampa um alerta na página principal de seu website corporativo.
Porém o ponto mais estranho nesse comercial é que Giampaolo não obteve a portabilidde, a boa autonomia de bateria e a performance que ele queria. Apenas terminou com uma máquina de aparência barata cujas limitações técnicas são obscurecidas pela propaganda enganosa pseudo-orienta à especificações. Ou seja, o que ele mais buscava adquirindo este HP, comprar um computador e não a marca, não aconteceu. E não aconteceu porque é exatamente isso que a Microsoft espera que as pessoas façam: comprem a marca dela em lugar de comprar um computador que faça o que elas realmente desejam.
Tradução (livre) do post Microsoft's latest ad attacks Mac aesthetics, computing power - Apple Insider
Dell Studio XPS 435
Que tal um destes, heim?

- Core i7 Quad Core processors, including the 920, 840 and 965 Extreme Edition
- Up to 24GB Tri-channel DDR3 memory via 6 DIMM slots
- A range of ATI graphics cards including the Radeon HD3450, HD3650 HD4670, HD4850 and HD4870
- Up to a total of 4.5TB in 3 hard drive bays
- A slew of external connectivity ports including 8 external USB 2.0 ports, Firewire and eSATA
- A 475-watt power supply
E logo me ocorre a enorme discrepância atual entre o avanço alcançado com o hardware versus a letargia que tomou conta do software na plataforma PC (em grande parte culpa de quem?).
Simplesmente não existe um sistema operacional à altura da tarefa de colocar essa maravilha para funcionar em todo o seu esplendor.
As apostas mais próximas são:
# Vista em sua encarnação de 64bits, porque dentre outras coisas a versão “normal” de 32bits não é sequer capaz de reconhecer míseros 4GB de RAM. Sistema operacional não basta, cadê o software de 64bits maduro capaz de tirar proveito de tamanha potência sob a plataforma Windows?
# GNU/Linux – sim, Linux é melhor pedida. Infelizmente algum malabarismo ainda será necessário para explorar tudo o que a máquina pode oferecer, especialmente se estamos falando de jogos. Ainda assim é o único SO de 64bits, para usuário final, “oficialmente” capaz de dar conta do serviço.
Nestas horas fico pensando como faz falta um Mac OS X para PC!
Quem sabe no futuro próximo o Ubuntu pode se tornar uma resposta segura para essa questão.
Ballmer exibe números interessantes sobre penetração de mercado de diversas plataformas
Ballmer (em reunião com analistas na semana que passou, em NY) exibide dados que na minha opinião são mais representativos e fiéis a realidade atual da indústria, do que qualquer outra pesquisa já publicada. Em especial no que diz respeito a penetração de mercado de sistemas operacionais e navegadores web.
Vejamos o gráfico:

Fica nítido o potencial estrago que o Linux pode causar nos negócios da Microsoft, muito mais do que o Mac. Ocorre que provavelmente uma expressiva parte destes números representa uso dos sistemas dentro das empresas, ou seja, se somarmos a participação do Mac nas residências e dentro das empresas, segundo o gráfico do Ballmer, ela ainda é menor do que a participação atual do Linux! Pensando bem, é bastante razoável vocês não acham?
Mais do que razoável. Especialmente levando em conta um outro dado, o próprio Steve Jobs (CEO da Apple) não esconde de ninguém que ele acredita que a Apple perdeu para a Microsoft a briga pela computação nos escritórios e isso aconteceu antes mesmo do seu retorno para o comando da empresa em 1997.
Portanto, Jobs hoje direciona toda a energia da Apple para a estratégia de substituir o Windows, pelo Mac, como a plataforma de computação pessoal preferida. E o pessoal de Cupertino está obtendo um sucesso inédito com essa inicitiva.
Some-se a isso o fato de que o Linux ainda é uma plataforma muito fragmentada, representada por múltiplas distribuições e sem uma padronização mais abrangente (excessões à parte).
Vejamos também a penetração de outra variante de software open source, o Mozilla Firefox. Segundo o gráfico do Ballmer sua participação ocupa quase 1/4 da imagem!
É importante levar em consideração o fato de que estamos falando de um software que não é distribuído com o Microsoft Windows (líder incontestável no mercado de sistemas operacionais, dentro e fora das empresas). Ou seja, é necessário que o usuário que deseja utilizá-lo decida instalar o navegador de alguma forma no sistema que utiliza (notadamente seja feita uma excessão a plataforma Linux, pois a maioria das distribuições já adotam o Firefox como navegador padrão)
A única referência a origem dos dados presentes nesse gráfico encontra-se no rodapé da imagem e informa de tratar de uma análise interna da Microsoft.
No entando, levando-se em conta que a Microsft sabem muito bem quantas licenças do Windows já vendeu e que não ganhariam nada inflando os números da concorrência, reitero que acredito se tratar de uma uma material revelador e bastante próximo da realidade atual do mercado.
Para encerrar, vou compartilhar um pensamento que me ocorreu: o Ballmer mesmo quando acerta, parece errar! Até menos quando estão em jogo os interesses da empresa que ele comanda.
Antes que eu esqueça, vale desconsiderar a declarações dele no que se refere a RIM e principalmente ao iPhone, é apenas despeito. E comparar o Windows Mobile com o Android soa mais como uma tentativa de dizer que a plataforma da Microsoft ainda possui alguma sobrevida.
Leia também: Ballmer sees Mac as a main competitor, iPhone as just buzz – AppleInsider



