Posts Tagueados ‘Google’
Bomba! Oracle processa Google sob acusação de uso ilegítimo do Java na plataforma Android
Através de um comunicado à imprensa a gigante dos bancos de dados, a Oracle, informou que está processando a Google por infração de 7 de suas patentes e uso ilegítimo de propriedade intelectual relacionada ao Java.
Java é a base para o desenvolvimento de aplicações na plataforma móvel (smartphones e tablets) de enorme sucesso do Google, a Android.
O Java entrou para o portfolio da Oracle após aquisição da Sun Microsystems em abril de 2009 por $5.6 bilhões.
Leia mais sobre o assunto em:
- Oracle sues Google for patent, copyright infringement – Market Watch
- Oracle sues Google over use of Java in Android – Ars Technica
Atualização: Tudo indica que a coisa é ainda anterior a aquisição da Sun pela Oracle, leia: Sun’s Schwartz Pitched Google Lawsuit to Oracle – OSNews
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Princípio de neutralidade da Internet ameaçado por acordo entre Google e Verizon
Acordo entre Google e Verizon pode abrir precedente ruim e ameaça o princípio da neutralidade da rede (Internet). Leia mais sobre esse assunto em matéria do The New York Times: Google and Verizon Near Deal on Web Pay Tiers
Pensando alto: parece que o pessoal do Google está cada vez menos interessado no velho lema “Don’t be evil“.
Atualização em 10/08: Google afirma que “Don’t be evil” continua valendo. Será mesmo?
Google desmente NYT e reafirma compromisso com internet gratuita (via Portal IMPRENSA)
Mas o NYT volta à carga com o compromisso de informar: Web Plan From Google and Verizon Is Criticized (via NYT)
Um lampejo de lucidez vindo do Google
“Não teremos mais Windows. É uma medida de segurança”, disse uma das fontes. “Muitas pessoas vêm sendo movidas de PCs [com Windows], a maioria para o Mac OS, depois dos ataques na China.” Novos contratados agora recebem a opção de usar um computador da Apple ou um PC com Linux; a autorização para usar uma máquina com Windows deve vir de alguém com patente bem alta na companhia.”
– supostamente atribuído a funcionários do Google que não quiseram se identificar (fonte: Financial Times)
Se for verdade, e é bem provavel que seja, trata-se um lampejo de lucidez.
Mas de forma silenciosa essa mudança já está ocorrendo em toda parte, principalmente no que diz respeito a adoção de Macs. Basta ficar atento para o crescente número de imagens de pessoas usando os computadores da Apple que são exibidas diariamente na mídia.
No caso do Linux essa mudança já ocorreu de forma profunda nos datacenters (servidores) com a migração em massa de Windows para Linux, especialmente onde a segurança é um fator crítico para a continuidade dos negócios.
Agora só falta o desktop, uma vez que na plataforma emergente dos smartphones o Linux já ocupa a segunda posição (justamente com o software do Google, o Android) atrás apenas do BlackBerry da RIM. Superando recentemente, com uma pequena margem de vantagem, inclusive o iPhone da Apple.
Leia mais sobre isso no post do MacMagazine.
Brasil já é o campeão mundial em censura branca da Internet
Números do Google posicionam o Brasil como o país que fez mais pedidos para a remoção de conteúdo e quebra de sigilo de usuários na Internet (em segundo lugar vem a Alemanha e em terceiro a Índia).
Segundo matéria do Estadão o governo brasileiro, apenas no período entre julho e dezembro, fez ao Google 291 solicitações para a retirada de conteúdo da Internet. Grande parte disso refere-se a material disponível no Orkut.
Para maiores detalhes leia a matéria: Brasil é quem mais remove conteúdo online, Estadão.
Hoje é o dia do Pi
Google celebra o “Dia do Pi” (dia 3/14 como usado na notação dos EU) com um doodle especial:
Por aqui esse dia seria o 14/3, deixando a piada completamente sem sentido.
[via Google Discovery]
Concepção e design do Google/HTC Nexus One Phone
Série de 5 vídeos curtos demostrando o processo de concepção, desenvolvimento e fabricação do smartphone do Google.
O segredo mais bem guardado no lançamento do iPad é o processador A4
Steve Jobs é paciente e sabe jogar no longo prazo.
A4 (ARM da Apple) em lugar de (Intel) Atom, não me surpreendeu em nada. Esse foi o movimento indiscutivelmente mais acertado.
E a ausência de suporte a Flash player (HTML5, esse é o futuro da Web) não chega a comprometer simplesmente porque o iPad é um dispositivo para o futuro, sem qualquer amarra com o passado e pouquíssima relação com o presente.
Mas o que significa mesmo esse lançamento do último 27/01 para a Apple e para nós?
Com o lançamento do iPad a Apple inaugura uma nova categoria de dispositivos de consumo de mídia digital. O iPad é simplesmente um dispositivo com seu próprio e novo segmento de mercado.
Melhor que um simples leitor de e-books (e-ink como no Kindle já não era o bastante), melhor que um iPod (tocador de música digital, dentre outras conveniências) e melhor que um smartphone. Mas o iPad foi engenhosamente projetado para não enterrar nenhuma dessas categorias de produtos prexistentes.
Ninguém fez ou tem algo igual na indústria. E ele é ainda mais especial pelo fato de que nenhuma outra empresa encontra-se em situação tão favorável quanto a Apple para entregar conteúdo de digital de qualidade e com grande apoio da indústria cultural:
– Você já pensou em poder alugar e assistir a filmes, comprar e ouvir música, assinar revistas, jornais, periódicos ou comprar livros e receber tudo isso no mesmo dispositivo não importa onde você esteja?
E olha que eu ainda não estou nem mesmo considerando as possibilidades que serão abertas pela utilização de aplicativos de produtividade pessoal como a suite iWork da Apple, ou aqueles que ainda serão desenvolvidos para áreas específicas como a medicina, automação de tarefas, etc.
Como já foi dito por aí, Jobs está construindo a Applelândia.
Em alguns anos a Apple Inc. (descartar o “Computer” do nome da empresa não foi um movimento frívilo ou meramente incidental) vai controlar boa parte dos canais de entrega de conteúdo em formato digital e diferente do Google contará com o apoio dos barões da mídia. Isso pelo simples fato de que a Apple vem construindo um modelo de negócios sólido e nada predatório. E esse modelo já começa a apontar com razoável grau de certeza o caminho a ser trilhado por aqueles da velha mídia que desejam abraçar o mundo digital sem descobrir no decorrer do processo que seus negócios simplesmente evaporaram no ar. Tal feito deve dar a Steve Jobs e a Apple imenso poder.
No entanto essas mudanças também não significam um futuro negro para bens de consumo intelectual como querem fazer crêr os mais radicais defensores dos formatos livres e abertos.
Assim como já fez com a música digital (que hoje é vendida na iTunes Store por preços incrivelmente baixos e livre de DRM) Jobs e a Apple podem fazer com que outros formatos sigam o mesmo caminho e assim possam chegar a um número muito maior de pessoas e abrir espaço para a manutenção de catálogos com uma variedade enorme de conteúdo, muito superior ao que está disponível hoje em dia graças aos princípios da “cauda longa”.
O iPad é simplesmente algo novo e toda a indústria de entretenimento vai se reinventar para adotá-lo, exatamente como ocorreu com o mercado de telefonia móvel após o lançamento do iPhone.
Na minha opinião o iPad está muito distante do estigma do Mac G4 Cube ou mesmo do Apple TV, como chegaram a prever os céticos.
Para encerrar permitam-me retornar brevemente ao tema da tecnologia embarca no aparelho: acho que não resta dúvida que as próximas gerações de iPhones (e mesmo iPods) já virão equipados com processadores desenvolvidos pela Apple, descendentes diretos do A4 do iPad.
Em algum momento de um futuro próximo não me surpreenderia ver a Apple apresentando um MacBook Air equipado com silício desenvolvido em casa substituindo a tecnologia da Intel.
As bases para isso (um sistema operacional independente da arquitetura subjacente) já está sendo construída gradualmente e com o lançamento do Snow Leopard ganhou reforços de peso como LLVM, Grand Central Dispatch e OpenCL.
Quanto a continuidade do processo de inovação na companhia, posso dizer que a Apple sem Steve Jobs não será a mesma, assim como também não houve um sucessor para o mestre renascentista Leornado Da Vinci. No entanto, de maneira semelhante, eu tenho certeza que seu legado sobreviverá.
Por culpa das operadoras Brasil não entrou na lista para lançamento mundial do smartphone do Google
Essa não deveria ser novidade para ninguém, mas segundo o principal executivo da Google no Brasil, Alex Hohagen, a ausência de planos de dados acessíveis deixaram o Brasil fora da lista para o lançamento mundial do Nexus One Phone.
Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, Alex Hohagen informou que o smartphone da Google deve desembarcar por aqui apenas no segundo semestre, nas modalidades bloqueado (vinculado a um plano de operadora) e também desbloqueado.
(via: Plantão Info)
Governo americano permitiu que hackers chineses tivessem acesso às contas do Gmail
“Para estar em conformidade com a política de segurança do governo norte-americano, o Google criou backdoords no sistema de contas do Gmail. Justamente foi essa a funcionalidade explorada pelos hackers chineses para obter acesso.
(…) Sistemas assim são um convite para que sejam cometidos exageros de todo tipo: como exploração criminosa, abusos do governo e distorções justificáveis apenas por uma lógica tortuosa.“ – U.S. enables Chinese hacking of Google, CNN. Por Bruce Schneier.
Desenvolvedores de software, prestadores de serviços on-line e fabricantes de hardware, todos os grandes, de uma forma ou de outra oferecem algum suporte a “bisbilhotice oficial” (leia a matéria da CNN para alguns exemplos — cautelosamente as opiniões expressas na matéria são atribuídas exclusivamente ao autor).
Acesso a “portas do fundos” podem ser fornecidos mediante requisição de governos, mas também ficam suscetíveis a exploração não autorizada - fabricantes de equipamentos de comunicação como a gigante Cisco, inclusive documentam a existência desse recurso em seu sistema operacional de dispositivos, o IOS.
Mas não pense que o governo americano está sozinho nessa. Governos democráticos ao redor do mundo (ex: Suécia, Canadá, Reino Unido) hoje trabalham para construir bases legais que proporcionem a agentes oficiais recursos para bisbilhotar a vida das pessoas na Internet.
No Brasil iniciativas semelhantes estão em curso através de propostas no legislativo nas esferas estadual e federal. A mais emblemática de todas é aquela conhecida como “Lei Azeredo” que encontra-se em fase de aprovação no senado federal.
Cabe um último registro. Uma das poucas formas ainda disponíveis para indivíduos e instituições manterem o controle sobre o sigilo de suas comunicações está na adoção de software livre (de código fonte aberto e licença livre) e criptografia baseada nesse tipo de tecnologia.




