Humor
Posted Domingo, 13 Julho, 2008 by Antonio FonsecaCategories: Humor
Tags: A Catedral e o Bazar, FLOSS
“UOL: Senador, o senhor reconhece que o projeto de lei reconhece como crime a gravação de cookies no computador dos internautas sem autorização? Eduardo Azeredo: Isso cabe aos juízes decidirem caso a caso, e criar jurisprudência. Na minha opinião pessoal, o cookie se enquadra na lei sim, ele está previsto nesses artigos.
UOL: O senhor tem ciência de que seu próprio site no Senado instala cookies nas máquinas dos usuários?
Azeredo: Não estou sabendo. Eu não tinha conhecimento desse fato, porque é a parte técnica a responsável pelo site. Pedirei que a adequação seja feita o mais rápido possível.”
O site de Eduardo Azeredo (PSDB-MG) foi feito em desacordo com um dos artigos do projeto de lei de crimes virtuais que o próprio senador propõe e deve ser votado nesta quarta-feira (23/05) pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. O internauta que visitasse até as 21h20 desta terça-feira (22/05) o site www.senado.gov.br/web/senador/eduardoazeredo/index.asp, indicado como site pessoal de Azeredo no site do Senado, teria cookies gravados em seu computador sem sua prévia.
Referência: PSL Brasil
Os meus comentários: já o senador petista Aloizio Mercadante (autor do parecer sobre o projeto) bem que tentou fazer alguns remendos, sem muito sucesso para o resultado final. O petista nem mesmo se dispôs ao diálogo aberto com a sociedade sobre o tema. Não chegou sequer a considerar as opiniões de especilistas no assunto, como por exemplo o pessoal do CTS (Centro de Tecnologia e Sociedade) da FGV.
Tivesse havido maior interesse em debater com responsabilidade o projeto, barbaridades como essa não teriam passado.
Embalados pela onda da CPI da pedofilia, ficou parecendo que nossos nobres representantes no senado federal acharam mais prudente (como sempre), adotar a solução mais rápida, conveniente e menos trabalhosa para eles em detrimento do que seria melhor para toda a sociedade!
Segundo nova legislação pró-DRM muito daquilo que o robôzinho (inocentemente) faz durante todo o maravilhoso filme da Disney/Pixar poderia deixá-lo em apuros com a lei canadense. Uma lástima!
Leiam minha tradução para a matéria do Truth Happens:
Porém a parte mais triste, aquela que nenhuma criancinha presente no cinema sequer poderia suspeitar, a parte verdadeiramente desprezível, é que o pobre Wall-E seria considerado um vil criminoso por infringir a nova lei de copyrights do Canadá. A C-61 criminalizaria boa parte do comportamento do ‘Wally’ durante o filme. Aqui está algo para realmente nos fazer chorar!
Aqui estão as evidências contra WALL-E documentadas no filme (**Alerta: SPOILER**):
1. WALL-E grava o áudio de seu filme favorito, Hello Dolly, armazenando este em seu próprio formato digital (desrespeitando o DRM macrovision da fita original). UM CRIME DE COPYRIGHT SEGUNDO A C-61
2. WALL-E arquiva o áudio, ele não apenas o executa. Ele o escuta por repetidas vezes! UM CRIME DE COPYRIGHT SEGUNDO A C-61
3. WALL-E compartilha a música (infringindo o DRM) com sua amiga, uma outra robô chamada EVE. UM CRIME DE COPYRIGHT SEGUNDO A C-61
4. WALL-E assiste a Hello Dolly por noites seguidas, na tela de um iPod. Hello Dolly não está disponível na iTunes Store, portanto ele violou o DRM do vídeo-cassete quando mudou de plataforma. UM CRIME DE COPYRIGHT SEGUNDO A C-61
Acabo de assistir a Wall*E (da Disney/Pixar). Trata-se de uma obra-prima!
Simplesmente do melhor e mais ousado filme de animação por computador já realizado. Eu acredito inclusive que não seria um exagero pensar em uma indicação ao Oscar de “Melhor Filme” e não apenas para a categoria de longa de animação.
Apagão na Internet? Bem, aqueles mais afeitos a teorias de conspiração poderiam até mesmo encontrar relações insuspeitas entre as recentes falhas nas redes da Telefônica e Oi (que deixaram muita gente sem acesso), mas eu não.
Como eu disse a pouco, prefiro acreditar em uma infeliz coincidência. Algo imprevisto, causado por uma falha técnica ou humana como parecem indicar as suspeitas até o momento. No máximo eu acreditaria que a Oi, ciente do ocorrido com a Telefônica, decidiu não adiar mais aquela manutençãozinha importante ou aquela mudança necessária na configuração da rede e resolveu pô-la em prática o mais rápido possível, ou seja, neste sábado pela manhã. É claro que a janela prevista para a manutenção não foi cumprida e se estendeu durante toda a tarde, como é de praxe nesses casos, quem trabalha na área sabe bem do que eu estou falando.
Mas e se eu acreditasse que as falhas estão relacionadas? O que poderia ter ocorrido?
Bem como hoje é sábado, como estou de bom humor e com algum tempo livre, vou me permitir exercitar a imaginação e deixar aflorar meus pensamentos mais paranóicos. Eu convido o leitor a fazer o mesmo, vai ser divertido.
O cenário que consigo imaginar envolve o governo brasileiro, o Google, a Telefônica, Oi e outras empresas de telecom (públicas e privadas) responsáveis pela operação da rede Internet no país.
Em linhas gerais teria ocorrido o seguinte: os recentes apagões na Internet fariam parte de uma suspensão programada nos serviços (daí não terem ocorrido simultâneamente - o país não poderia ficar completamente sem acesso a rede) para a implantação de filtros de vigilância e controle de acesso ao conteúdo da rede. Os indícios mais claros disso seriam:
1- O acordo firmado entre o Ministério Público Federal e a gigante da Internet, a Google, anunciado recentemente e sem maiores detalhes sobre os termos envolvidos (o acordo tem como objetivo principal o repasse de informações sobre os usuários dos serviços providos pela empresa norte-americana na Internet);
2- A agilidade com que o ministro da comunicações manifestou-se publicamente sobre o ocorrido, aparentemente isentando de responsabilidade a empresa provedora de rede pela suspensão dos serviços;
3- E claro, o interesse óbvio que todo governo tem, mesmo os mais democráticos, de manter os cidadãos sob controle.
Bem, é isso.
Gostaram?
Eu quero deixar claro esse texto não passa de um exercício ficcional. Que eu não acredito naquilo que acabo de escrever e que minha intenção foi apenas a de divertí-los.
…será? ![]()
Todos ficamos sabendo do recente apagão na rede da Telefônica. Foram aproximadamente 20 horas sem acesso a Internet para os clientes da empresa.
Hoje pela manhã, e durante uma boa parte da tarde, foi a vez da Oi (Telemar).
Aqui em Belém por exemplo, eu somente consegui autenticação no Velox no início da noite e aparentemente outros serviços também foram afetados.
Digo isso porque fiquei impossibilitado de completar ligações através do Oi móvel durante boa parte do dia de hoje.
Mas será que existe alguma relação entre estes dois episódios?
É bem provável que as falhas consecutivas nas redes da Telefônica e Oi, que não ocorreram simultaneamente, não passem mesmo de uma infeliz coincidência.
– Adicionado em 06/07/08 –
Após verificar os logs de alguns servidores pude perceber que a falha na rede da Oi tornou indisponível também os serviços de linhas e IPs dedicados (uso corporativo), deixando os clientes sem conexão por um período de aproximadamente 9 horas.
Tenho visto com frequência crescente, principalmente na blogosfera brasileira e na imprensa dita “séria” também, a utilização do termo “computação nas nuvens“.
Trata-se de referência a um novo paradigma de computação baseado em rede, mais especificamente na Internet, cuja designação vem do inglês “Cloud Computing“. Portanto uma tradução mais fiel ao termo original, em bom português seria “Computação em Nuvem“.
Inclusive é desta forma que nos referimos a tecnologia, já faz um certo tempo, nos meios especializados.
O irritante “computação nas nuvens” vem se disseminando entre o público leigo desde que foi exibida uma uma certa matéria sobre a empresa Google, no vespertino “Jornal da Globo”.
Gente, as únicas coisas que realmente acontecem “nas nuvens” são os fenômenos meteorológicos!
Em um ataque de estrionismo o senador Demóstenes Torres, do DEM-GO, afirma que “fará a gata parir” e que poderá até “fechar o Google no Brasil“. O chilique do senador está relacionado com o fato dele ocupar o cargo de relator da CPI da pedofilia no congresso nacional brasileiro.
É uma pena que esse tipo de postura seja assumida publicamente justamente por quem deveria conduzir o assunto com toda a responsabilidade e seriedade que o tema merece.
Patético!
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