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Feisty Fawn não virá com drivers proprietários de vídeo instalados por deafult

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É isso mesmo, a próxima versão do Ubuntu (7.04 Feist Fawn) não virá com drivers proprietários de vídeo instalados por default como já havia sido anunciado.

Essa decisão não tem qualquer relação com o fato dos drivers serem proprietários, ocorre no entanto que foi decidido que os softwares Beryl e Compiz infelizmente ainda não atingiram os requisitos de estabilidade e compatibilidade necessários para serem instalados por default no Feisty. Esses softwares possibilitam o uso do desktop 3D, que seria o default para o Feity.

O desktop 3D por default fica então para o Feisty+1.

Nada impedirá no entanto que usuário instale os drivers (quando necessário) e os softwares em questão, se assim desejar.

No meu caso estou usando o Beryl no Ubuntu 6.10 (Edgy Eft) há alguns meses sem maiores problemas. A minha placa de vídeo está sendo ativada com um driver de código aberto.

Para finalizar, foi anunciado recentemente que recomeçou o processo de produção de um sabor do Ubuntu que não incluirá qualquer driver ou firmware proprietários. Será um sabor com enfoque ultra-conservador em todos os aspectos, do artístico ao código. Deve agradar em cheio aos puristas.

Mark Shuttleworth informou também que a Canonical proprocionará suporte de desenvolvimento e financeiro ao Projeto Nouveau, que desenvolve um driver de código aberto com aceleração 3D para placas NVidia.

Cada vez mais o Ubuntu vem se confirmando como uma distribuição capaz de atender e agradar a um universo incrivelmente vasto de usuários.Referências:

Written by @antoniofonseca

quarta-feira, 14 fevereiro, 2007 às 11:11 pm

Publicado em Info

5 Respostas

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  1. Em uma época onde Nvidia e ATI demonstram intenções de ajudar no mundo DRM de olho apenas no volume de vendas acho muito sensata essa atitude.
    Além do mais, se existirem alternativas realmente poderosas no quesito drivers acelerados já é mais um abismo superado.

    usucapiao

    quinta-feira, 15 fevereiro, 2007 at 5:34 am

  2. É, mas imagino que esse volume de vendas deve ser um avanço para o SL mas um tiro no pé para a própria AMD e NVidia a médio prazo.
    Pois o modelo de avanço tecnológico do Linux nunca demanda grandes renovações do parque de hardware, como no caso do Windows e também não são produtos fechados como os Mac.

    Antônio, isso significa que há hipocrisia nessa Máxima do SL, ou você concorda comigo?

    Olavo Neto

    sábado, 17 fevereiro, 2007 at 12:01 pm

  3. Olá Olavo,

    Obrigado pelos comentários.

    Gostaria de responder sua pergunta mas preciso que você esclareça melhor seu ponto de vista. Poderia fazê-lo, por favor?

    Por exemplo, a qual “Màxima” exatamente você está se referindo?

    Abraço,

    ASF

    ASF

    sábado, 17 fevereiro, 2007 at 12:33 pm

  4. Quando digo “máxima”, me refero as críticas da comunidade ao modelo microsoftniano onde cada novo produto (no caso windows) novo que sai demanda uma renovação considerável no parque de hardware disponível, o que gera (ou mantém) o consumo.

    Se há hipocrisia nessas críticas, então a indústria de hardware está em boas mãos.

    Se não há, é um tiro no pé.
    Esse é o questionamento, gostaria de ouvir sua opnião.

    []‘s

    Olavo Neto

    domingo, 18 fevereiro, 2007 at 12:07 pm

  5. Olavo,

    O que você chama de “Máxima” eu diria que é apenas a constatação que as vezes existe um esforço deliberado para tornar obsoletos produtos e equipamentos cedo demais. Isso não é uma exclusividade do software, do hardware nem mesmo da indústria de TI. O processo também não é uma invenção da Microsoft.

    O ritmo da renovação é que define se a prática é prejudicial ou lesiva ao usuário/consumidor. Esse ritmo artificialmente acelerado ou manipulado não se traduz diretamente em inovação de qualquer natureza e inovação é a prinicpal força motriz da indústria de TI.

    Com o passar do tempo as forças do próprio mercado tem se mostrado capazes de corrigir essas distorções, infelizmente as consequências disso nem sempre são boas ou previsíveis (veja o caso da bolha da Internet nos anos 1990). Bem recentemente mesmo, como exemplo dessas forças atuando, posso citar a seguinte matéria: “Microsoft diz que previsões sobre o Vista são agressivas demais” (http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2007/02/16/294605133.asp).

    O modelo de desenvolvimento open source certamente atua como uma destas forças de correção com influências principalmente nos fatores qualidade e inovação.

    Abraço,

    ASF

    ASF

    domingo, 18 fevereiro, 2007 at 3:29 pm


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